Revista Shimmie Edição 12

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Editorial 

" É bom ter um fim para a jornada, mas é a jornada que importa no fim."

Usula K LeGuin

Em tempo de Jogos Olímpicos sempre gosto de observar e refletir sobre a garra e determinação dos atletas, que abrem mão de tantas coisas para irem atrás da realização de sonhos e conquistas de medalhas. Em meio a tantas imagens, uma me chamou a atenção. A de uma jovem atleta da seleção brasileira de ginástica olímpica, Harumy Freitas, que foi convocada de última hora para substituir uma ginasta lesionada.

A jovem fez uma única apresentação, na trave, para fechar a participação da seleção brasileira nas Olimpíadas. Estava nervosa, não se saiu tão bem como poderia, mas quando desceu do aparelho, seus olhos cheios de lágrimas me conquistaram. Ela agradecia à técnica pela oportunidade e abraçava as colegas dizendo que era a realização de um sonho.

Na hora pensei em nós, bailarinas de dança do ventre, e em quanto nos esforçamos para conquistar títulos e padrões. O quanto nós nos dedicamos para ter um reconhecimento com muito menos promoção que uma medalha olímpica. E me perguntei, como já havia me perguntado, o quanto isso é válido. E a resposta que me veio à cabeça é que não é o resultado que importa, mas o caminho que percorremos para obtê-lo. Sabem o velho clichê de que o que importa é participar? A verdade é que ele se encaixa muito bem nessa situação.

 No caminho árduo para conquistar padrões e certificações, fica uma única certeza: nenhum esforço é em vão. Nunca, nenhum esforço no sentido de se aperfeiçoar, pode ser considerado negativo. Ainda que você não conquiste um selo para o seu currículo, certamente conquistou muitos conhecimentos para chegar até lá. Depois disso, você pode avaliar se vale a pena continuar tentando ou se aquele padrão, especificamente, não é interessante para você. Mas o conhecimento, o aprendizado, o estudo... estes ninguém consegue tirar de dentro de você.

A ideia de ter uma matéria de capa sobre Selos e Padrões já vinha sendo trabalhada pela equipe da Shimmie há muito tempo, mas esperamos um momento especial para que ela, enfim, se concretizasse. Não foi por acaso que convidamos a lindíssima Esmeralda para estampar a nossa capa. Ela, que com sua capacidade incontestável, não tem selos ou padrões, prova para todas nós que nem só de rótulos vive uma bailarina. Temos também a nossa capa regional, com a presença da querida Maíse Ribeiro, para apresentar para o Brasil um pouquinho mais da região Norte.

Fechamos com essa edição mais um ciclo, o do segundo ano da revista Shimmie. Passou rápido, parece que foi ontem, mas a nossa revista já vai entrar em seu terceiro ano de vida. Gostaríamos de agradecer os colunistas e colaboradores que estiveram conosco nas últimas seis edições e convidamos vocês, leitores, a nos acompanhar também no próximo ano que vai se iniciar. Aguardem muitas novidades pela frente!