Revista Shimmie Edição 26

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EDITORIAL

“O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica” - Norman Vincent Peale

Tenho uma grande amiga que costuma dizer que “reconhecimento” pra ela é dinheiro no bolso. Ela trabalha na área de marketing de uma grande multinacional e costumamos ter grandes discussões, porque ela se mata de trabalhar e dificilmente recebe “parabéns” ao final de seus projetos, enquanto sua chefe recebe todos os méritos. Mesmo assim, ela inicia tudo com muito ânimo e motivação e faz cada projeto melhor que o outro. Sua “motivação” é ter as contas para pagar no final do mês e, para ela, a empresa a contratou para fazer seu trabalho com excelência dentro do prazo estabelecido e não para tecer elogios a cada tarefa finalizada acima das expectativas.

Talvez ela esteja certa. Talvez isso funcione bem para algumas pessoas, mas arrisco dizer que a grande maioria fica esperando por um “muito obrigado”, por “parabéns”, “muito bem” ou “excelente” ao finalizar um projeto ou executar bem qualquer tipo de tarefa. Faz bem para o ego, faz bem pra alma, faz bem para o coração, e não custa nada pra quem está do outro lado – claro, quando faz sentido o reconhecimento. E não poderia ser diferente no mundo da dança. Somos artistas, vivemos em busca da perfeição, mas almejamos, acima de tudo, o reconhecimento! Não vou dizer o “aplauso” simplesmente, porque a bailarina que não dança mais, que trabalha nos bastidores, muitas vezes merece mais reconhecimento do que aquela que está sob os holofotes. É ela a responsável por criar os espetáculos, preparar as bailarinas, cenários, coreografias etc. Então... o reconhecimento seria a melhor forma de expressar/gratificar o mérito do artista.

Mas em um meio com tão poucas regras quanto este, o reconhecimento, obviamente, também não vem de forma fácil. E foi por isso que a revista Shimmie resolveu dedicar esta revista a este tema, como forma de reflexão. Para que cada um de nós possa repensar nossas práticas diárias. Pensar se, muitas vezes, não estamos nos cobrando demais (ou “de menos”). Se não estamos esquecendo de reconhecer as pessoas que nos ajudaram a dar os primeiros passos nessa área em que é tão difícil conseguir um espaço. E se não é hora de reconhecermos o que é realmente bom e deixarmos de exaltar tudo (Diva! Divaaaa!!!!), sem critério algum.

Para isso, escolhemos para a nossa capa a bailarina Amara, da Luxor, rede de escolas que é conhecida por reconhecer suas alunas com potencial e convidá-las para serem trainees e professoras da rede. Você poderá conferir nas próximas páginas uma entrevista exclusiva, em que ela conta um pouco de sua trajetória e também sobre a escola. A revista traz também o especial do Rio Grande do Sul, que abre uma série de especiais por estados que daremos início a partir desta edição.

Encerramos um ano de muitas conquistas e damos início a um novo ano, com a certeza de que novas e excelentes surpresas estão para acontecer!

Muito sucesso para todos!!!